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SNES CD e Playstion

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SNES CD e Playstion

Mensagem por Gigacom em Dom Jan 24, 2010 4:01 pm

Copiado daqui: http://classicgaming.com.br/cgi-bin/vgh/17.asp?IDEspecial=2
Espero que o Classicgame não se incomode


O desenvolvimento do CD-ROM da Nintendo foi cheio de reviravoltas. Apesar das informações não serem confirmadas, elas dão uma boa idéia do que aconteceu.

Em 1988 a Sony assinou um acordo com a Nintendo para produção do chip de som de seu próximo console (o Super Nintendo). Numa extensão desse acordo ficou a cargo da Sony o desenvolvimento de um aparelho para leitura de CD's, que seria totalmente compatível com os jogos do SNES.

A Sony rapidamente iniciou o desenvolvimento desse aparelho, que utilizaria a tecnologia batizada de "Super Disc". Tudo ia muito bem até que a Nintendo percebeu que no acordo firmado em 1988 garantia a Sony o direito de controlar e licenciar todos os jogos em CD do "Super Disc", que ainda poderia rodar jogos do SNES, além dos próprios CD's da Sony. Nesse momento a Nintendo começou a ficar preocupada. Quando ficou claro que os CD-ROMs seriam um ótimo negócio, o presidente da Nintendo Co. Ltd., Hiroshi Yamauchi viu que o acordo com a Sony a Nintendo teria que abrir mão do controle absoluto sobre a fabricação e o licenciamento de jogos.

Em Maio de 1991 Howard Lincoln e Minoru Arakawa da Nintendo of America foram até Eindhoven na Holanda e assinaram um acordo com o maior fabricante de aparelhos eletrônicos da Europa, Philips Electronics N.V. Nesse acordo, os futuros jogos da Nintendo seriam compatíveis com o CD-i e a Philips desenvolveria o CD-ROM para o Super Nintendo. Além disso, a Nintendo controlaria todo o licenciamento de jogos para o aparelho. A Philips também conseguiu direitos autorais para lançar jogos para o CD-I baseados em alguns personagens da Nintendo ("Hotel Mario" e 3 jogos "Legend of Zelda": "Faces of Evil", "Wand of Gamelon" e "Zelda's Adventure" foram lançados).

Na CES (Consumer Electronic Show) em Chicago de Junho de 1991 a Sony oficialmente anunciou o "Play Station". Como dito anteriormente, o "Play Station" teria um slot para utilizar os cartuchos do Super Nintendo, além do drive de CD-ROM que utilizaria o "Super Disc" da Sony com capacidade máxima de 680Mb. No dia seguinte ao anúncio da Sony, as 9:00 da manhã em ponto a Nintendo ao invés de anunciar o acordo com a Sony, anunciou o acordo com a Philips (rival da Sony) para produção do SNES CD-ROM alegando que a tecnologia da Philips era superior. Na verdade o que a Nintendo queria era o controle sobre o licenciamento de jogos de volta. A Sony tentou fazer a Nintendo mudar de idéia, inclusive até ameaçando judicialmente, porém a Nintendo insistia que seu projeto com a Philips não atrapalharia o projeto da Sony ("o Play Station").

No fim das contas, foi melhor que ambas as empresas mantivessem amigáveis relações porque a Nintendo dependia do chip de som da Sony, e como o "Play Station" poderia rodar jogos do Super Nes a Sony entendeu que poderia lucrar com isso. Como os contratos japoneses não eram muito claros, dando margem para dupla interpretação, a Nintendo conseguiu se safar sem maiores danos e continuou trabalhando com a Philips. Quando ficou claro para a Sony que não conseguiria nenhuma ajuda da Nintendo para a produção de novos jogos em CD para o Play Station, ela decidiu que era hora de mostrar ao mundo que podiam andar com suas próprias pernas (e a parceria ainda existia).

Na Tokyo International Electronics Show de Outubro eles montaram uma grande apresentação para mostrar um preview do que o console seria capaz de fazer com relação a games e produtos educacionais. Vários títulos multimidia educacionais foram anunciados, entre eles: "Compton's Enemy Encyclopedia", "Software Toolworks World Atlas", "Microsoft Bookshel 1991 Edition", "Languages of the World", "National Geographics Mammals of the World" e um título chamado "Mixed up Mother Goose". Porém nenhum jogo foi apresentado. Mas a Sony já estava assinando acordos com outros desenvolvedores e a máquina ainda seria capaz de rodar todos os jogos do Super Nintendo (assim como o console da Philips / Nintendo). A estimativa de lançamento era de 6 meses antes da máquina da Philips / Nintendo (por volta de Junho/Julho de 1992).

Play Station
Sony / Nintendo
Outubro de 1991
Velocidade de Carregamento de Dados 150 Kbyte/segundo
Velocidade de Processamento dos Dados 600 Kbyte/segundo
Tempo Médio de Acesso 34 segundos
Tempo de Acesso "Full Stroke" 53 segundos
Buffer de Memória 64Kbit
Compatível com CD-i Não
Compatível com Cartuchos de Super Nintendo Sim
Preço Estimado (EUA) US$200
Data Estimada de Lançamento (EUA) Junho/Julho de 1992

Em Janeiro de 1992, antes de CES de Maio do mesmo ano, a Nintendo anunciou oficialmente o fim da parceria com a Sony, e o trabalho exclusivo com a Philips para desenvolvimento do SNES CD-ROM. Na CES, a Philips anunciou que continuava trabalhando com a Nintendo e que o lançamento do aparelho seria para o Natal do mesmo ano. Mais pro fim do ano mudaram a data para 1993, e que iriam usar o mesmo sistema de licenciamento de jogos do NES/SNES (ou seja, todo o controle da Nintendo).

SNES CD-ROM
Nintendo / Philips
Junho de 1992
Memória RAM 8 Mbit
Memória SUB 2 Mbit
Memória ROM 2 Mbit
Co-CPU Sim
Video Sim
Compatível com CD-i Sim
Tempo Mínimo de Acesso 75 segundos
Tempo Máximo de Acesso 1 minuto, 3 segundos
Preço Estimado (EUA) US$200
Data Estimada de Lançamento (EUA) Janeiro de 1993

Ainda na CES, a Sega (principal concorrente da Nintendo) revelava seu aparelho de CD-ROM: o Mega CD (ou Sega CD nos EUA). O Mega CD tinha acabado de ser lançado no Japão (em 1o de Dezembro de 1991) com o preço inicial de 49.800 yens (ou US$ 380,00). Aproveitando essa revelação a Sony anunciou que estaria desenvolvendo jogos para o Mega CD.
Na metade do ano de 1992, executivos das maiores produtoras de jogos preocupados com a quantidade de formatos de CD-ROM existentes no mercado se reuniram com Hiroshi Yamauchi para persuadi-lo a trabalhar novamente com a Sony para a criação de um formato padrão para os CD's. Dessa forma, Nintendo, Philips e Sony usariam o mesmo padrão de CD, e que seria mundial.

As negociações entre Nintendo e Sony começaram novamente (enquanto ainda trabalhavam com a Philips) e resultaram em um acordo em Outubro de 1992. Nesse acordo, a Nintendo tinha os direitos de controlar e licenciar todos os jogos para o Play Station da Sony e para o próprio console de Nintendo e a Sony controlaria todos os outros tipos de software que não fossem jogos (filmes por exemplo. Inclusive, a Nintendo controlaria até os jogos lançados pela própria Sony).

A Sony fez o seguinte comentário sobre o assunto: "Concluímos que tínhamos que se aliar a Nintendo quando vimos quem seria o vencedor no mercado de 16-bits. Nós queríamos acesso a todos esses jogadores de Nintendo". Ficou decidido também que o console seria de 32-bit ao invés de 16-bit

Depois da reunião com a Sony, a Nintendo começou o desenvolvimento de um novo console, batizado de SNES Nintendo Disk, também conhecido como Philips CD-ROM XA. Dessa vez, Nintendo, Sony e Philips trabalharam juntas para a criação da nova máquina. Algumas fontes dizem que o interesse da Nintendo em produzir um leitor de CD's era pequeno devido ao fato de lucrarem mais com a fabricação de cartuchos e que os outros modelos de CD da Sega e da NEC não obtiveram muito sucesso.
Por volta de Abril/Maio de 1993 a Nintendo lançou as últimas informações e detalhes técnicos do SNES ND (Nintendo Disk).

CD-ROM XA / SNES Nintendo Disk
Philips / Sony / Nintendo
Maio de 1993
Memória RAM 8 Mbit
Memória SUB 1 Mbit
Memória ROM 2 Mbit
Co-CPU 32-bit RISC
Velocidade da CPU 21,477 Mhz
Cache 8 Kbit
Tempo de Acesso 7 segundos
Velocidade de Transferência de Dados 150 ou 300 Kbit/segundo
Compatível com CD-i Sim
Cores 16,7 milhões
Preço Estimado (EUA) US$299

Tecnicamente então o Nintendo Disk teria um co-processador de 32-bit que aumentaria a velocidade do SNES de 3.58 Mhz para 21.477 Mhz. Os discos seriam uma mistura entre CD e cartucho. Cada CD poderia conter 540Mb de informação e o cartucho teria 56Kbit de memória RAM para armazenamento de dados dos jogos. Um cartucho batizado de "System cartridge" seria inserido no slot do Super Nintendo e controlaria a comunicação entre a memória RAM do aparelho de CD e do SNES usando um sistema chamado H.A.N.D.S. (que significa "Hyper Advanced Nintendo Data transfer System"). O aparelho ficaria encaixado embaixo do SNES, e utilizaria a porta de expansão encontrada nessa região.
Na parte dos Games, foram anunciados os jogos "The 7th Guest" (conversão do PC pela Virgin) e "Gdleen", produzido pela Seta. "Robocop" e "Cosmic Osmo" também estavam na lista (e foram lançados depois somente para PC). Na lista de rumores estavam “Final Fantasy”, Zelda, Mario e uma seqüência de “Street Fighter”.

A promessa da Nintendo era do console ser apresentado S.C.E.S de 1993 em Chicago e seu lançamento seria para o final de 1994 com uma tentativa de preço por volta de US$ 200,00. Porém quando a feira começou, nada foi apresentado. No lugar, jogos que utilizavam o chip Super FX e o game "Super Mario All Stars" foram apresentados, mas nenhuma palavra sobre o SNES ND. No final desse mesmo ano a Nintendo anunciou oficialmente que não lançaria mais o leitor de CD's.

A Nintendo não deu nenhuma informação sobre o real porque do não lançamento do aparelho. Diziam que o aparelho seria muito limitado, devido aos longos tempos de carregamento e por utilizar uma mídia somente de leitura. Outro fator poderia ser da Nintendo ter visto que poderia lucrar muito mais com um aparelho que utilizasse cartuchos do que em um que utilizasse CD's, até porque os CD's são facilmente copiados. Porém tudo isso é suposição.

Muitos acreditam que abandonar seu leitor de CD's foi um dos maiores erros da Nintendo. Se analisarmos o que aconteceu depois disso, podemos ver que essas pessoas têm razão. Se a Nintendo não tivesse dado um "chapéu" na Sony, o Play Station seria lançado e compatível com o SNES e a Nintendo poderia ter um controle maior sobre as ações da Sony daquele ponto para frente e provavelmente nunca veríamos o PlayStation que conhecemos hoje, que simplesmente arrasou o mercado da Nintendo e se tornou campeão de vendas por todo o mundo. O reflexo de tudo isso dura até os dias de hoje!! Rolling Eyes

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Re: SNES CD e Playstion

Mensagem por error em Dom Jan 24, 2010 6:22 pm

Nintendo burra se eles tivessem seguido enfrente hoje com certeza o playstation nao existiria e eles praticamente dominariam o mundo. Laughing

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